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sábado, 18 de julho de 2009

O que é Doença Mental


Por doença mental devemos entender qualquer anormalidade na mente ou no seu funcionamento. A anormalidade perante o comportamento aceito de uma sociedade é indicativo de doença. A doença mental é conhecida no campo científico como psicopatologia ou distúrbio mental e é campo de estudo da psiquiatria, neurologia e psicologia. Seguem critérios de diagnóstico de resoluções psiquiatricas, que atualmente são o DSM IV, e o CID-10.
As doenças mentais podem ser explicadas de várias formas, proveniente dos vários conhecimentos humanos. Com o avanço da tecnologia, este estudo torna-se mais preciso, facilitando diagnósticos e prognósticos das doenças. Há, como anteriormente dito, uma equipe multidisciplinar para tratar dos distúrbios. Normalmente, em distúrbios leves, uma psicoterapia é suficiente. Porém, em casos mais graves, é necessário o acompanhamento de medicamentos e de um psiquiatra, ou de estudo de caso com os neurologistas.
Há algumas divisões no estudo da psicopatologia, que podem ser estudadas a partir de observações dos casos clínicos e a partir da teoria.
Quanto a forma de manifestação

Há duas classificações básicas de doenças mentais, que são as neuroses, e as psicoses.



NEUROSE: é chamada neurose toda a psicopatologia leve, onde a pessoa tem a noção (mesmo que vaga) de seu problema. Ele tem contato com a realidade, porém há manifestações psicossomáticas, que são notadas por este, e que servem de aviso para a pessoa procurar um tratamento psicológico, ou psiquiátrico. É um fator comum a ansiedade exacerbada. Existe inúmeras classificações menores; para citar algumas temos:

1) TOC - Perturbação obsessiva-compulsiva: é a repetição de algum acto diversas vezes ao dia, não controlável e causador de grande ansiedade;

2) Síndrome do pânico: causa grande aflição, e medo perante alguma situação.

3) Fobias: é o medo a alguma situação. Pode ser medo de ambientes fechados (claustrofobia), medo de água (hidrofobia), medo de pessoas (sociofobia), etc.

4) Transtornos de ansiedade: o indivíduo têm ataques de ansiedades antes ou depois de realizar algo, ou muitas vezes nem realizá-lo. É comum em pequena escala na maioria das pessoas, porém seu excesso é denominado como patológico.

5) Depressão: também chamada de distimia, ou depressão maior. Se caracteriza por intenso retraimento e medo do mundo exterior. Causa baixa auto-estima e pode levar ao suícidio.

6) Síndrome de Burnout: é a consequência de um grande estímulo estressor, como conflitos no trabalho ou família. Causa apagamento e falta de vontade.

7) Perturbação bipolar: O indivíduo muda de ânimo e volta ao normal e um curto período de tempo. É comum em grande escala na maioria das pessoas. Precisa de acompanhamento medico profissional na maioria dos casos.

Obs: Freud citou, em uma de suas obras, que todas as pessoas têm um pouco de neurose em si. É normal no ser humano ser um pouco neurótico, sendo apenas o excesso chamado de patológico.



PSICOSE: se caracteriza por uma intensa fuga da realidade. É, como a filosofia e as artes chamam, a loucura, propriamente dita. Pode ser classificada de três formas: pela manifestação, pelo aspecto neurofisiológico, e pela intensidade

Aspecto neurofisiológico:

1) Funcional: age apenas no funcionamento do aparelho psiquico, em suas ligações.

2) Orgânica: tem como característica mudanças ocorridas na química do cérebro, ou em mudanças fisiológicas e estruturais.

Manifestação: se divide em dois tipos principais:

1) Esquizofrenia: tem como aspectos principais a fuga da realidade, as manias de perseguição, as alucinações, entre outros. Têm ainda subdivisões, que são a esquizofrenia paranóide, a esquizofrenia desorganizada(ou hebefrênica), a esquizofrenia simples, a catatonia ou a esquizofrenia indiferenciada;

2) Perturbação de afecto bipolar: tem por característica picos muito grandes de humor, em pouco espaço de tempo, pro lado da depressão(ou distimia ou disforia), e pro lado da mania (euforia ou eutimia). Por estes dois aspectos também conhecemos este transtorno como psicose maníaco-depressiva. O doente sofre de mudanças de humor constantes, sendo perigoso e gastador em fases maníacas, e retraído, podendo se suícidar, no estado depressivo.

Obs: Ambas as psicoses listadas precisam de auxílio medicamentoso, adjunto de auxílio psicoterápico, para diminuir os sintomas e ajustar o comportamento.

Intensidade: como intensidade entendemos a agressividade e impulsividade do doente. Classificamos como:

1) Aguda: também chamada de fase de surto; é quando o doente se torna violento, impulsivo e fora da realidade. É necessária observação psiquíatrica constante, pois o doente oferece risco para si, para outros e para o patrimônio.

2) Crônico: é a fase de relaxamento do doente, onde ele está fora da realidade, mas não põe em risco os outros e sua vida. Este estágio é permanente, e resulta de algum caso onde não há cura.

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